quinta-feira, 1 de setembro de 2011

português ao alcance de todos - 9

Vamos continuar nossa viagem pela Língua Portuguesa. Vamos do número 351 a 440 casos. Em negrito, no retângulo, frases erradas. Depois, uma pequena explicação. Por fim, as mesmas frases corrigidas. Mãos à obra!

 
351. Afero o tamanho dos móveis. A caveira antessento que serei não sentindo. Os mais sensíveis antessintem os fatos. Ele afire o valor das mercadorias importadas. Afiriu o comprimento de todos os azulejos, antes de assentá-los. Diz que antessintia a morte dos entes queridos.
Os verbos AFERIR – ANTESSENTIR, no presente do indicativo e, por extensão nos tempos derivados do presente, têm uma conjugação própria. Vejamos: aFIro – aFEres – aFEre - aFErimos – aFEris – aFErem. Nos outros tempos e pessoas, conserva-se o E. Portanto, Afiro o tamanho dos móveis. A caveira antessinto que serei não sentindo. Os mais sensíveis antessentem os fatos. Ele afere o valor das mercadorias importadas. Aferiu o comprimento de todos os azulejos, antes de assentá-los. Diz que antessentia a morte dos entes queridos.

352. Os pais proviram de tudo o que era necessário aos filhos. Eles proveram das cidades grandes. Se provisse a casa de alimentos, poderia gastar o dinheiro com roupas, calçados. As formigas se provem para o inverno.
O verbo PROVIR – chegar de, voltar – é conjugado como o verbo vir. O verbo PROVER – abastecer, providenciar – no presente do indicativo e nos tempos derivados dele é conjugado como o verbo ver; os outros tempos são normais, seguindo o paradigma do vender. Portanto, Os pais proveram de tudo o que era necessário aos filhos. Eles provieram das cidades grandes. Se provesse a casa de alimentos, poderia gastar o dinheiro com roupas, calçados. As formigas se proveem para o inverno.

353. Asperjo o tapete com essência de flores. Assintiu no casamento da filha. Assento com um movimento de cabeça. Depois de muita discussão, assento na permanência do aluno em sala de aula. O sacerdote aspirgia a multidão de carismáticos.
Os verbos ASPERGIR – ASSENTIR, no presente do indicativo e, por extensão nos tempos derivados do presente, têm uma conjugação própria. Vejamos: aSSINto – aSSENtes – aSSENte - aSSENtimos – aSSENtis – aSSENtem. Nos outros tempos e pessoas, conserva-se o E. Atenção ainda ao uso de G e J do verbo aspergir. Portanto, Aspirjo o tapete com essência de flores. Assentiu no casamento da filha. Assinto com um movimento de cabeça. Depois de muita discussão, assinto na permanência do aluno em sala de aula. O sacerdote aspergia a multidão de carismáticos.

354. Os estudantes de arquitetura fizeram um digrama perfeito. Os dígrafos – duas letras num único fonema – podem ser chamados também de diagramas.
DIGRAMA = duas letras com um único fonema. DIAGRAMA = croquis, esboço, representação de um objeto qualquer por meio de linhas. Portanto, Os estudantes de arquitetura fizeram um diagrama perfeito. Os dígrafos – duas letras num único fonema – podem ser chamados também de digramas.

355. Aufero lucros de meu capital. Compiliram-no a aceitar o desafio. Fez o negócio aufirindo bons lucros. Compelo meus filhos a aceitarem qualquer desafio imposto pela vida em sociedade. Compelo-me a olhar sempre para o alto.
Os verbos AUFERIR – COMPELIR, no presente do indicativo e, por extensão nos tempos derivados do presente, têm uma conjugação própria. Vejamos: auFIro – auFEres – auFEre - auFErimos – auFEris – auFErem. Nos outros tempos e pessoas, conserva-se o E. Portanto, Aufiro lucros de meu capital. Compeliram-no a aceitar o desafio. Fez o negócio auferindo bons lucros. Compilo meus filhos a aceitarem qualquer desafio imposto pela vida em sociedade. Compilo-me a olhar sempre para o alto.

356. Com a sessão das terras foi possível construir-se o complexo esportivo para a cidade. A cessão da Câmara  transcorreu sem problema. Achavam-se todos reunidos em seção permanente.
CESSÃO = ato de ceder, transferência de direitos ou ações por dívidas ou de qualquer bem. SESSÃO = é o tempo que dura uma reunião, um espetáculo, um trabalho, assembleia, reunião de pessoas. SEÇÃO = divisão, repartição, segmento, parte de um publicação ou de um todo, de um setor, urna eleitoral. Portanto, Com a cessão das terras foi possível construir-se o complexo esportivo para a cidade. A sessão da Câmara transcorreu sem problema. Achavam-se todos reunidos em sessão permanente.

357. Daremos-te um álbum de fotos de tua infância. Encontrarei-te na festa. Cumprimentaríamos-os, se eles fossem mais dóceis. Direi-lhe toda a verdade. Diriam-lhe a verdade, se pudesse ser usado o recurso da delação premiada.
Os verbos no futuro do presente e futuro do pretérito, com sujeito oculto, exigem uma mesóclise – o pronome átono no meio do verbo. Puxar o átono para o início da frase, não é aconselhável, já que os gramáticos, por causa da língua padrão, censuram essa construção. Portanto, Dar-te-emos um álbum de fotos de tua infância. Encontrar-te-ei na festa. Cumprimentá-los-ía, se eles fossem mais dóceis. Dir-lhe-ei toda a verdade. Dir-lhe-iam a verdade, se pudesse ser usado o recurso da delação premiada.

358. Aquela peça de teatro não agradou o público. Menino que não obedece os pais, desobedecerá sempre as normas e as leis. Sarney quer presidir sempre o Senado. Muitos mendigos não resistiram o frio daquela noite. Além de já ter um alto salário, porque preside o senado, Sarney quer uma pensão vitalícia porque um dia foi presidente da República.  
Os verbos agradar – obedecer - desobedecer – presidir – resistir – suceder são verbos transitivos indiretos com a preposição A (ao – à – aos – às). Regência impõe a submissão de um termo a outro, mediante o emprego de preposições, conjunções. Portanto, Aquela peça de teatro não agradou ao público. Menino que não obedece aos pais, desobedecerá sempre às normas e às leis. Sarney quer presidir sempre ao Senado. Muitos mendigos não resistiram ao frio daquela noite. Além de já ter um alto salário, porque preside ao senado, Sarney quer uma pensão vitalícia porque um dia foi presidente da República.

359. Jesus ceiou com os seus amigos na noite em que foi entregue às autoridades. Ceiávamos, quando fomos surpreendidos por uma tempestade. Não é costume brasileiro ceiar. Depois que ciou acendeu um charuto. Vamos apressar o passo para ceiarmos no litoral do Ceará. Você ceiará no Ceará?
O verbo CEAR – tomar, tomar a ceia – é conjugado igual ao verbo passear. No presente do indicativo e seus derivados acrescenta-se um I nas formas rizotônicas. Assim fica o presente: eu CEIo, CEIas, CEIa, CEamos, CEais, CEIam. A incidência do I não acontece nos outros tempos. Portanto, Jesus ceou com os seus amigos na noite em que foi entregue às autoridades. Ceávamos, quando fomos surpreendidos por uma tempestade. Não é costume brasileiro cear. Depois que ceou acendeu um charuto. Vamos apressar o passo para cearmos no litoral do Ceará. Você ceará no Ceará?

360. Luísa compite em beleza com a irmã. Confero negócios da família no cartório. Não competa com inimigos, competa com adversários. Competo uma partida de xadrez com você. Confera as mercadorias das prateleiras. Confirir é um direito do consumidor. É bom, na hora de pagar, que se conferam os preços dos produtos e os preços cobrados no caixa.
Os verbos COMPETIR – CONFERIR, no presente do indicativo e, por extensão nos tempos derivados do presente, têm uma conjugação própria. Vejamos: conFIro – conFEres – conFEre – conFErimos – conFEris – conFErem. Nos outros tempos e pessoas, conserva-se o E. Portanto, Luísa compete em beleza com a irmã. Confiro negócios da família no cartório. Não compita com inimigos, compita com adversários. Compito uma partida de xadrez com você. Confira as mercadorias das prateleiras. Conferir é um direito do consumidor. É bom, na hora de pagar, que se confiram os preços dos produtos e os preços cobrados no caixa.

361. Eles provém das fazendas de café, do interior de São Paulo. O homem provêm do macaco, segundo alguns evolucionistas. Eles provêm a casa de alimentos. Eles se provêem do necessário. Muitos acreditam que os homens provém de macacos; outros que os macacos provêem dos homens. Eles provêem da zona rural e ainda não se adaptaram à vida nas cidades. Os pais provêm a casa de alimentos necessários para passarem tranquilos o mês.  
 PROVÉM = terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo provir, chegar, originar-se. PROVÊM = terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo provir. PROVEEM = terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo prover, providenciar, abastecer. A forma PROVÊEM, com o novo acordo ortográfico, não existe mais. Portanto, Eles provêm das fazendas de café, do interior de São Paulo. O homem provém do macaco, segundo alguns evolucionistas. Eles proveem a casa de alimentos. Eles se proveem do necessário. Muitos acreditam que os homens provêm de macacos; outros que os macacos provêm dos homens. Eles provêm da zona rural e ainda não se adaptaram à vida nas cidades. Os pais proveem a casa de alimentos necessários para passarem tranquilos o mês.
 
362. José e João foram os únicos aprovados no concurso. Os únicos bons alunos são Maria e Beatriz. Os únicos que se salvaram foram os que subiram nas montanhas, durante o tsunâmi. Flamengo e Corinthians foram os únicos times que mais investiram em jogadores.
Por força semântica – estudo dos significados das palavras – a palavra ÚNICO não pode ser pluralizada, porque deixaria de ser único. Portanto, José e João foram os aprovados no concurso. Os bons alunos são Maria e Beatriz. Os que se salvaram foram os que subiram nas montanhas, durante o tsunâmi. Flamengo e Corinthians foram os times que mais investiram em jogadores.

363. Há muitos impecilhos na conquista de uma medalha de ouro. Criança irriquieta é criança sadia. Muitos na sabem como nascem as jaboticabas. A mantegueira deve estar do lado esquerdo na mesa. Estava rico, mas fazia muitas moambas. O povo muçumano é tão bom quanto o cristão. Meninos, não pertubem a turma! Ele sempre chegava de sopetão. O povo brasileiro é superticioso. Comeu três salchichas com fatias de mortandela e foi dormir; claro, não teve um sono tranquilo.
Já foi dito, mas vale a Pena repetir: a melhor maneira para resolver questões ortográficas é ainda abrir os dicionários. Consulte sempre um bom dicionário. Portanto, Há muitos empecilhos na conquista de uma medalha de ouro. Criança irrequieta é criança sadia. Muitos na sabem como nascem as jabuticabas. A manteigueira deve estar do lado esquerdo na mesa. Estava rico, mas fazia muitas muambas. O povo muçulmano é tão bom quanto o cristão. Meninos, não perturbem a turma! Ele sempre chegava de supetão. O povo brasileiro é supersticioso. Comeu três salsichas com fatias de mortadela e foi dormir; claro, não teve um sono tranquilo. 

364. O deputado Maria Júlia, o prefeito Beatriz Azevedo, o governador Cândida Oliveira, o senador Fernanda Torres, o presidente Gabriela Junqueira, o paraninfo Helena Moraes, o professor Lilia Silva estiveram no Congresso Nacional exigindo a feminização das palavras que designam função/cargo/profissão.
Depois de tantas lutas, e debates, e embates, e combates, e rebates, e prisões das mulheres, no mundo inteiro, chega a ser um desaforo a função, a profissão, o cargo conservarem-se no masculino. Portanto, A deputada Maria Júlia, a prefeita Beatriz Azevedo, a governadora Cândida Oliveira, a senadora Fernanda Torres, a presidenta Gabriela Junqueira, a paraninfa Helena Moraes, a professora Lilia Silva estiveram no Congresso Nacional exigindo a feminização das palavras que designam função / cargo / profissão. 

365. Consiguiu altos postos à custa de bajulações. Não consinte que usem o seu nome para obter regalias. Consento que saiam daqui o mais rápido possível. O diretor consintiu que os professores e os alunos fossem à festa de aniversário.
Os verbos CONSEGUIR - CONSENTIR, no presente do indicativo e, por extensão nos tempos derivados do presente, têm uma conjugação própria. Vejamos: conSIgo – conSEgues – conSEgue – conSEguimos – conSEguis –conSEguem. Nos outros tempos e pessoas, conserva-se o E. Portanto, Conseguiu altos postos à custa de bajulações. Não consente que usem o seu nome para obter regalias. Consinto que saiam daqui o mais rápido possível. O diretor consentiu que os professores e os alunos fossem à festa de aniversário.

366. Os adolescentes e até mesmo as crianças desafeiam os sistemas constituídos e as instituições sociais. Usando técnicas modernas, os cirurgiões plásticos desafiam as pessoas. Os adolescentes desafeiam os pais e todas as instituições.
DESAFEAR = tirar a fealdade a, tirar a feiúra de e é conjugado como o verbo passear e como todos os terminados em EAR. DESAFIAR = propor duela ou combate a. instigar, incitar, excitar, estimular, provocar, afrontar, arrostar, desinquietar, tentar, é um verbo regular. Portanto, Os adolescentes e até mesmo as crianças desafiam os sistemas constituídos e as instituições sociais. Usando técnicas modernas, os cirurgiões plásticos desafeiam as pessoas. Os adolescentes desafiam os pais e todas as instituições.   

367. Os dois as do baralho estão marcados. Os dois onze fizeram uma péssima final do campeonato brasileiro de futebol. Estão faltando no baralho os quatro dezes. Nos anos noventa, as mulheres buscam sua identidade e direitos, diferentes dos homens.
Os numerais e qualquer palavra quando são substantivados variam como os substantivos. No caso dos numerais, a palavra dois, três, seis e dez não podem ir para o plural. Portanto, Os dois ases do baralho estão marcados. Os dois onzes fizeram uma péssima final do campeonato brasileiro de futebol. Estão faltando no baralho os quatro dez. Nos anos noventas, as mulheres buscam sua identidade e direitos, diferentes dos homens.

368. Já é tempo das frutas serem colhidas. O fato dos homens serem mais fortes, não significa que devam usar a força bruta. Não há necessidade dos convidados levarem presentes. Apesar do telefone ter sido desligado, ele tinha poder de comunicar-se a distância. 
O sujeito não pode depender de nenhum termo com preposição, ou contraído de preposição. Portanto, Já é tempo de as frutas serem colhidas. O fato de os homens serem mais fortes, não significa que devam usar a força bruta. Não há necessidade de os convidados levarem presentes. Apesar de o telefone ter sido desligado, ele tinha poder de comunicar-se a distância.

369. Os Bragança nos disseram bastante desaforos. Não conheci os bastante Silva, existentes pelo Brasil. Os Carneiro comiam bastantes, mas não comiam carneiros. Os Sousa trabalhavam bastantes. Há muitas Maria, bastante Marias, no mundo. Os Cunha tinha bastante terras na região do Triângulo Mineiro. Os Mesquita fundaram e dirigem, até hoje, o jornal O Estado de São Paulo.
Os nomes e sobrenomes vão para o plural como se fossem um substantivo comum. A palavra BASTANTE é variável quando for adjetivo, referindo-se a um substantivo (= muitos – muitas); é invariável quando for advérbio, não se referindo a um substantivo. Portanto, Os Braganças nos disseram bastantes desaforos. Não conheci os bastantes Silvas, existentes pelo Brasil. Os Carneiros comiam bastante, mas não comiam carneiros. Os Sousas trabalhavam bastante. Há muitas Marias, bastantes Marias, no mundo. Os Cunhas tinham bastantes terras na região do Triângulo Mineiro. Os Mesquitas fundaram e dirigem, até hoje, o jornal O Estado de São Paulo.

370. As primeiras diligências do seu governo convirgiram para a educação. Converjo a minha vida para a liberdade e, por conseguinte, para a felicidade. A comissão julgadora defiriu-lhe o prêmio. Defero o seu pedido de transferência. Os planetas convirgem para o Sol. As opiniões dos professores não se convirgiam.
Os verbos CONVERGIR – DEFERIR, no presente do indicativo e, por extensão nos tempos derivados do presente, têm uma conjugação própria. Vejamos: deFIro – deFEres – deFEre –deFErimos – deFEris – deFErem. Nos outros tempos e pessoas, conserva-se o E. Atenção ao uso de G e J do verbo convergir. Portanto, As primeiras diligências do seu governo convergiram para a educação. Convirjo a minha vida para a liberdade e, por conseguinte, para a felicidade. A comissão julgadora deferiu-lhe o prêmio. Defiro o seu pedido de transferência. Os planetas convergem para o Sol. As opiniões dos professores não se convergiam.

371. Pedi-lhe para trazer os aparelhos necessários à pesquisa biológica. Pedimos para todos saírem do prédio o mais rápido possível, pois há uma bomba na garagem. Pediu para eu substituí-lo na cerimônia de aniversário da cidade. O diretor nos pediu para lançar as frequências e as notas dos alunos até o dia 20 de dezembro.
O verbo PEDIR é construído com objeto direto de coisa (sem preposição) e objeto indireto de pessoa (com a preposição A). Pedir para só poderá ser usado no sentido de pedir permissão para, pedir licença para. Portanto, Pedi-lhe que trouxesse os aparelhos necessários à pesquisa biológica. Pedimos que todos saiam do prédio o mais rápido possível, pois há uma bomba na garagem. Pediu que eu o substituísse na cerimônia de aniversário da cidade. O diretor nos pediu que lançássemos as frequências e as notas dos alunos até o dia 20 de dezembro.

372. O pai, seguindo um ritual familiar, começou o ascendimento do fogo e das brasas, pois já era hora do churrasco. Depois da morte, muitas religiões pregam e muitas pessoas acreditam no acendimento das almas aos céus. Ascensão de Jesus aos céus é a mesma coisa de acendimento de Jesus aos céus.  
ACENDIMENTO = ato ou efeito de acender, colocar fogo. ASCENDIMENTO = ato de ascender, ascendência, ascenso, subida, elevação. Portanto, O pai, seguindo um ritual familiar, começou o acendimento do fogo e das brasas, pois já era hora do churrasco. Depois da morte, muitas religiões pregam e muitas pessoas acreditam no ascendimento das almas aos céus. Ascensão de Jesus aos céus é a mesma coisa de ascendimento de Jesus aos céus.

373. Dirigiu-se para a praia, durante as férias. Decidiu mudar o rumo de vida, mudou-se de cidade, foi a Curitiba. Voltou à casa dos pais, depois de uma discussão com a esposa, para nunca mais voltar. O caixão com o defunto ia sendo levado ao cemitério, quando a polícia chegou.
A preposição A e PARA trazem, sim, a ideia de movimento com uma diferença bem especial, até bem sutil. Quando SE VAI A, tem-se a intenção de ir e voltar, não ficar. Quando SE VAI PARA, tem-se a intenção de ir para ficar, de ir e não voltar, pelo menos, por ora. Portanto, Dirigiu-se à praia, durante as férias. Decidiu mudar o rumo de vida, mudou-se de cidade, foi para Curitiba. Voltou para a casa dos pais, depois de uma discussão com a esposa, para nunca mais voltar. O caixão com o defunto ia sendo levado para o cemitério, quando a polícia chegou.

374. O aluno não se dignou a levantar os olhos pra o professor. Peço a Vossa Excelência se digne a assinar os documentos de desapropriação das terras. Não se dignou a atender ao pedido dos pais. Eu me digno em receber Vossa Excelência em minha humilde casa.
O verbo DIGNAR-SE é regido da preposição de (do – da – dos – das). O que poderá acontecer na construção da frase é a omissão da preposição e não substituí-la por outra preposição A. Portanto, O aluno não se dignou (de) levantar os olhos pra o professor. Peço a Vossa Excelência se digne (de) assinar os documentos de desapropriação das terras. Não se dignou (de) atender ao pedido dos pais. Eu me digno de  receber Vossa Excelência em minha humilde casa.

375. Tyson desfiriu um golpe fatal no adversário. Desinvistiram João Pedro do cargo de ministro. O atleta desfire o arco, enquanto a ave desfire seu voo. Foi preciso a empresa desinvistir para sobreviver. Desfero um golpe de mestre. Desinvesto meu amigo do cargo de presidente. O soco disferido pelo adversário levou-o a nocaute.
Os verbos DESFERIR – DESINVESTIR, no presente do indicativo e, por extensão nos tempos derivados do presente, têm uma conjugação própria. Vejamos: desFIro – desFEres – desFEre – desFErimos – desFEris – desFErem. Nos outros tempos e pessoas, conserva-se o E. Portanto, Tyson desferiu um golpe fatal no adversário. Desinvestiram João Pedro do cargo de ministro. O atleta desfere o arco, enquanto a ave desfere seu voo. Foi preciso a empresa desinvestir para sobreviver. Desfiro um golpe de mestre. Desinvisto meu amigo do cargo de presidente. O soco desferido pelo adversário levou-o a nocaute.

376. Acreditava que sua vida estava confusa, dada a turvação de seu espírito. Na torvação das águas, Narciso chora a impossibilidade de se ver refletido. Não ousava desafiar as indagações irritantes da turvação mental do avô.
TORVAÇÃO = ato ou efeito de torvar(-se), torvamento, irritação, agastamento, cólera, perturbação de ânimo. TURVAÇÃO = ato ou efeito de turvar(-se), turvamento, turvo, opacidade, escuridão, desordem, transtorno. portanto, Acreditava que sua vida estava confusa, dada a torvação de seu espírito. Na turvação das águas, Narciso chora a impossibilidade de se ver refletido. Não ousava desafiar as indagações irritantes da torvação mental do avô.

377. A testemunha desmintiu a afirmação do réu. Dispiram o assassino de seus bens. Desmento tudo que ele disse. Que você não me desmenta em público. Despo-me de toda a vaidade. Seu aspecto dismente sua tristeza. O outono dispe as árvores. Dispe-te da arrogância. 
Os verbos DESMENTIR – DESPIR, no presente do indicativo e, por extensão nos tempos derivados do presente, têm uma conjugação própria. Vejamos: DIspo – DEspes – DEspe - DEspimos – DEspis – DEspem. Nos outros tempos e pessoas, conserva-se o E. Portanto, A testemunha desmentiu a afirmação do réu. Despiram o assassino de seus bens. Desminto tudo que ele disse. Que você não me desminta em público. Dispo-me de toda a vaidade. Seu aspecto desmente sua tristeza. O outono despe as árvores. Despe-te da arrogância.

378. Pela manhã, tenho o costume de comer dois ovos estalados. Alimente-se de ovos estalados. Os ovos estalados conservam mais nutrientes do que os cozidos. Estrelados os dedos, começou a digitar o texto.
ESTALADO = particípio do verbo estalar – quebrar, rebentar com fragor, romper, corromper. ESTRELADO = particípio do verbo estrelar – encher de estrelas, frigir ovos sem os mexer ou bater, parecer uma estrela. Portanto, Pela manhã, tenho o costume de comer dois ovos estrelados. Alimente-se de ovos estrelados. Os ovos estrelados conservam mais nutrientes do que os cozidos. Estalados os dedos, começou a digitar o texto.

379. Desvistiu o acidentado bem devagar. Difero a minha viagem por motivos exclusivamente pessoais. Desvistemo-nos do orgulho para viver a solidariedade. Difero alhos de bugalhos. Seu ponto de vista difire do meu. Os dedos se difirem entre si.
Os verbos DESVESTIR – DIFERIR, no presente do indicativo e, por extensão nos tempos derivados do presente, têm uma conjugação própria. Vejamos: diFIro – diFEres – diFEre – diFErimos – diFEris – diFErem. Nos outros tempos e pessoas, conserva-se o E. Portanto, Desvestiu o acidentado bem devagar. Difiro a minha viagem por motivos exclusivamente pessoais. Desvestimo-nos do orgulho para viver a solidariedade. Difiro alhos de bugalhos. Seu ponto de vista difere do meu. Os dedos se diferem entre si.

380. Diga para os meus filhos voltarem já. Disse para o diretor chamar a atenção dos professores que não queriam aplicar-lhe uma nova prova. Os pais diziam para os filhos não se deixarem nunca ficar à janela, esperando o tempo passar. Disse para eu telefonar, mas não telefonei.
O verbo DIZER traz um objeto direto de coisa (sem preposição) e objeto indireto de pessoa (com a preposição A). Portanto, Diga aos meus filhos que voltem já. Disse ao diretor que chamasse a atenção dos professores que não queriam aplicar-lhe uma nova prova. Os pais diziam aos filhos não se deixem nunca ficar à janela, esperando o tempo passar. Disse-me que telefonasse, mas não telefonei.

381. Onde tu fores, eu irei. Aonde estiveres, eu também estarei. Aonde me espetam, fico, dizia o alfinete. Só irei onde você me pedir; caso contrário, ficarei aonde estou. Onde quer que eu vá, sempre te levarei no meu coração. Aonde quer que esteja, sei que você estará pensando em mim.
Usa-se a palavra ONDE em frases com verbos ditos estáticos, sem movimento, como: estar, ficar, permanecer, morar, residir, habitar, situar... Usa-se a palavra AONDE em frases com verbos ditos de movimento, como: ir, vir, dirigir-se, chegar, voltar, descer, subir... Portanto: Aonde tu fores, eu irei. Onde estiveres, eu também estarei. Onde me espetam, fico, dizia o alfinete. Só irei aonde você me pedir; caso contrário, ficarei onde estou. Aonde quer que eu vá, sempre te levarei no meu coração. Onde quer que esteja, sei que você estará pensando em mim.

382. No meio do caminho tinha uma pedra. Tem certos dias em que penso em minha gente. Tem dias que a gente se sente como quem partiu. Tem muitas flores nas praças de Uberaba. Aqui tem gente de fibra e honesta. Na universidade tem alunos brilhantes.
O verbo TER, apesar de as pessoas usarem no sentido de existir, deverá ser trocado pelos verbos haver – impessoal – ou existir – pessoal. O verbo ter exige um sujeito - possuidor, aquele que tem – e um objeto direto – a coisa possuída. Assim, Uberaba tem belas praças = Em Uberaba, há belas praças = Em Uberaba, existem belas praças. Portanto, O meio do caminho tinha uma pedra. No meio do caminho havia (existia) uma pedra. Há (existem) certos dias em que penso em minha gente. Há (existem) dias que a gente se sente como quem partiu. Têm muitas flores as praças de Uberaba. Há (existem) muitas flores nas praças de Uberaba = as praças de Uberaba têm muitas flores. Aqui há (existe) gente de fibra e honesta. A universidade tem alunos brilhantes. Na Universidade há (existem) alunos brilhantes.

383. Digero com facilidade os insultos, as afrontas. O estômago digire, com facilidade, os alimentos duros e crus. Estuda muito, mas digire pouco. Discerna os amigos falsos dos verdadeiros. Pouco inteligente, não discirne um bom texto. Discerno como ninguém um bom vinho. É daltônico, por isso não discirne as cores. Para melhor digirir os alimentos, mastigue-os bem.
Os verbos DIGERIR - DISCERNIR, no presente do indicativo e, por extensão nos tempos derivados do presente, têm uma conjugação própria. Vejamos: diGIro – diGEres – diGEre – diGErimos – diGEris – diGErem. Nos outros tempos e pessoas, conserva-se o E. Portanto, Digiro com facilidade os insultos, as afrontas. O estômago digere, com facilidade, os alimentos duros e crus. Estuda muito, mas digere pouco. Discirna os amigos falsos dos verdadeiros. Pouco inteligente, não discerne um bom texto. Discirno como ninguém um bom vinho. É daltônico, por isso não discerne as cores. Para melhor digerir os alimentos, mastigue-os bem.

384. Cumprimentamos aos formandos. Felicito-lhe pela formatura. Visitamos a nossos parentes no hospital, depois do grave acidente. Convido aos presentes para receberem o presidente com uma salva de palmas. O professor ouve aos alunos com atenção. Os pais veem aos filhos a distância.
Os verbos cumprimentar – felicitar – visitar – convidar – ouvir – ver são transitivos diretos, por isso não podem ser usados com preposição. Portanto, Cumprimentamos os formandos. Felicito-o pela formatura. Visitamos nossos parentes no hospital, depois do grave acidente. Convido os presentes para receberem o presidente com uma salva de palmas. O professor ouve os alunos com atenção. Os pais veem os filhos a distância.

385. A três anos eu me mudei para Uberaba. Daqui há dez anos eu me aposentarei. Eu nasci a dez mil anos atrás. A paz nascerá daqui há dez mil anos à frente. A mais de dez anos, não voto mais em ninguém. Só daqui há alguns anos, será possível sua candidatura.
HÁ ANOS = traz a ideia de tempo passado e não podemos usar a palavra atrás, evitando assim redundância desnecessária. A ANOS = traz a ideia de futuro e não podemos usar a expressão à frente – na frente, evitando redundância desnecessária. Portanto, Há três anos que eu me mudei para Uberaba. Daqui a dez anos eu me aposentarei. Eu nasci há dez mil anos. A paz nascerá daqui a dez mil anos. Há mais de dez anos, não voto mais em ninguém. Só daqui a alguns anos, será possível sua candidatura.

386. O perigo que defrontei estava contido nas suas palavras. Os fantasmas que defrontamos naquela casa tornaram-se nossos amigos. Os policiais estavam defronte ao Palácio da Alvorada.
O verbo DEFRONTAR exige a preposição COM. A palavra DEFRONTE exige a preposição DE (do – da – dos – das) Portanto, O perigo com que (com o qual) defrontei estava contido nas suas palavras. Os fantasmas com que (com os quais) defrontamos naquela casa tornaram-se nossos amigos. Os policiais estavam defronte do Palácio da Alvorada.

387. Eu lembro de você quando ainda era muito pequeno. Eu me lembro você, quando ainda era muito pequeno. Lembram-se dos dias felizes que passamos juntos. Esqueci do livro. Esqueci-me o livro. Esqueceu-me do livro.
Os verbos ESQUECER     e LEMBRAR podem ser construídos de três maneiras. Assim: esqueci o dia de seu aniversário (o dia = objeto direto); esqueci-me do dia de seu aniversário (do dia = objeto indireto com a preposição DE); esqueceu-me o dia de seu aniversário (o dia = sujeito). Portanto, Eu me lembro de você quando ainda era muito pequeno. Eu lembro você, quando ainda era muito pequeno. Lembram-se os dias felizes que passamos juntos. Esqueci-me do livro. Esqueci o livro. Esqueceu-me o livro.

388. Os filhos são tal qual os pais. O filho é tal qual os pais. Os filhos são tal qual o pai. Ele é tal qual as avós pela beleza e tal qual os avós pela burrice.
A expressão TAL QUAL é variável. O interessante é que no período há duas orações: tal se refere à primeira e qual se refere à segunda. Portanto, Os filhos são tais quais os pais. O filho é tal quais os pais. Os filhos são tais qual o pai. Ele é tal quais as avós pela beleza e tal quais os avós pela burrice.

389. Sempre dissinte da opinião da maioria. Seu comportamento dissinte de suas opiniões. Diverjo de sua opinião, ainda que a reconheça honesta. Felizmente, dissento da opinião pública sobre a reforma agrária. Não diverja tanto assim de seus colegas. Ele diverje do colega.
Os verbos DISSENTIR – DIVERGIR, no presente do indicativo e, por extensão nos tempos derivados do presente, têm uma conjugação própria. Vejamos: diVIRjo – diVERges – diVERge – diVERgimos – diVERgis – diVERgem. Nos outros tempos e pessoas, conserva-se o E. Atenção ao uso do G e J do verbo divergir. Portanto, Sempre dissente da opinião da maioria. Seu comportamento dissente de suas opiniões. Divirjo de sua opinião, ainda que a reconheça honesta. Felizmente, dissinto da opinião pública sobre a reforma agrária. Não divirja tanto assim de seus colegas. Ele diverge do colega.

390. A cidade do Rio de Janeiro fica situada à faixa litorânea. Moramos à Rua Tiradentes. Ele reside à Praça Rui Barbosa. Vamos ao Fórum, sito à Rua Alaor Prata. Morávamos à beira-mar; hoje. Moramos aqui.
Os verbos MORAR, RESIDIR, SITUAR exigem a preposição EM (no – na – nos – nas). Há muitos erros nas muitas procurações, espalhadas por aí. Portanto, A cidade do Rio de Janeiro fica situada na faixa litorânea. Moramos na Rua Tiradentes. Ele reside na Praça Rui Barbosa. Vamos ao Fórum, sito na Rua Alaor Prata. Morávamos na beira-mar; hoje, moramos aqui.

391. O Padre Antônio Vieira é conhecido como o Orador dos apóstrofos e das hipérboles. Muitos não colocam apóstrofes em palavras como: copo d’água, caiu n’água. Muitos, por conta própria, não usam mais a apóstrofe nas palavras. Num discurso, ou num sermão, os apóstrofes trazem para uma frase um bom efeito.
APÓSTROFE – feminino, uma figura de estilo que consiste em dirigir-se a uma coisa real ou fictícia; interpelação direta e inopinada; catilinária. ASPÓSTROFO – masculino, sinal diacrítico, em forma de vírgula para indicar supressão de letra. Portanto, O Padre Antônio Vieira é conhecido como o Orador das apóstrofes e das hipérboles. Muitos não colocam apóstrofos em palavras como: copo d’água, caiu n’água. Muitos, por conta própria, não usam o apóstrofo nas palavras. Num discurso, ou num sermão, as apóstrofes trazem para uma frase um bom efeito.

392. Não veio e nem virá. Não estuda e nem trabalha: é vagabundo por natureza. Não se casou e nem comprou uma bicicleta – contrariando o dito popular. Não confirmou e nem desmentiu o fato estranho.
A expressão NEM = e não. Caso fôssemos considerar correta essa construção a frase ficaria assim: não veio e e não virá (com dois as). Portanto, Não veio nem virá. Não estuda nem trabalha: é vagabundo por natureza. Não se casou nem comprou uma bicicleta – contrariando o dito popular. Não confirmou nem desmentiu o fato estranho.

393. Não consta na lista os nomes dos exilados. Não convêm na final a presença de torcida organizada. Importa, às vezes, as intervenções da polícia nos estádios de futebol. Urge soluções para o abastecimento de água na cidade. Basta meias palavras aos bons entendedores. Não me interessa os seus problemas.  
Os verbos dessas orações são UNIPESSOAIS, isto é, só são conjugados nas terceiras pessoas, do singular e do plural, e normalmente o seu sujeito vem posposto. Assim: não consta os nomes = os nomes é o sujeito, por isso a frase correta deve ser: não constam os nomes. E da mesma maneira nas outras orações. Portanto, Não constam na lista os nomes dos exilados. Não convém na final a presença de torcida organizada. Importam, às vezes, as intervenções da polícia nos estádios de futebol. Urgem soluções para o abastecimento de água na cidade. Bastam meias palavras aos bons entendedores. Não me interessam os seus problemas.

394. Dessa maneira, você joga por terra os teus negócios. Você é linda, por isso te amo. Vem para Caixa você também. Ame e serás feliz. Estude muito que vais precisar um dia desses conhecimentos.
Temos aqui uma mistura de pessoas do discurso. Se iniciar a frase, dirigindo A VOCÊ, deve continuar com a mesma pessoa. Se iniciar a frase, dirigindo-se A TU, deve continuar com a mesma pessoa, até o fim. Portanto, Dessa maneira, você joga por terra os seus negócios. Você é linda, por isso a amo. Venha para Caixa você também. Ame e será feliz. Estude muito que vai precisar um dia desses conhecimentos. Dessa maneira, tu jogas por terra os teus negócios. Tu és linda, por isso te amo. Vem para Caixa tu também. Ama e serás feliz. Estuda muito que vais precisar um dia desses conhecimentos.

395. Custo a crer que o mundo acabará neste século. Custas entender as lições do mestre. Ele custou a chegar aqui. Custamos a acreditar nesta história. Custais a aceitar as doenças como algo natural. Custam a falar de si mesmos.
O verbo CUSTAR, no sentido de ser custoso, difícil, é empregado na terceira pessoas do singular, tendo como sujeito a oração reduzida do infinitivo. Apesar de muitos conjugarem esse verbo, os gramáticos ainda resistem à mudança. Portanto, Custa-me crer que o mundo acabará neste século. Custa-te entender as lições do mestre. Custou- lhe  chegar aqui. Custa-nos acreditar nesta história. Custa-vos aceitar as doenças como algo natural. Custa-lhes falar de si mesmos.

396. Eu arrependo de não ter aproveitado melhor o tempo. Queixamos do professor ao diretor. Arrependa-te por estas culpas. Ele abstém de carne na Quaresma. O prefeito congratulou com os deputados, eleitos na região. Ele apaixonou pela filha do prefeito. O presidente se dignou em receber os novos prefeitos eleitos.
Temos, aqui, uma pequena lista de verbos pronominais: arrepender-se de, queixar-se de, abster-se de, congratular-se com, apaixonar-se por, dignar-se de. Portanto, Eu me arrependo de não ter aproveitado melhor o tempo. Queixamo-nos do professor ao diretor. Arrependa-te dessas culpas. Ele se abstém de carne na Quaresma. O prefeito se congratulou com os deputados, eleitos na região. Ele se apaixonou pela filha do prefeito. O presidente se dignou de receber os novos prefeitos eleitos.

397. Voltamos à casa pela manhã. Como filhos pródigos, sempre voltamos a casa dos pais. Chegamos a casa mal assombrada. Dirigia-se a casa dos pais, quando foram surpreendidos por bandidos, na rodovia.
A palavra CASA é usada normalmente sem o artigo. Vejamos: estou em casa, e não estou na casa; vim de casa, e não vim da casa. A palavra casa só terá o acento grave, indicador da crase, quando estiver especificada, qualificada ou caracterizada. Portanto, Voltamos a casa pela manhã. Como filhos pródigos, sempre voltamos à casa dos pais. Chegamos à casa mal assombrada. Dirigia-se à casa dos pais, quando foram surpreendidos por bandidos, na rodovia.

398. Prefiro mais salgados do que doces. Preferimos isso a aquilo. Preferimos antes trabalhar a estudar. Preferimos muito mais obedecer do que perder o emprego. Prefiro Matemática à Física. Prefiro a Matemática a Física. Os bravos preferem morrer do que viver covardemente. Na guerra, muitos preferem fugir que dar a vida e o sangue pela pátria.
O verbo PREFERIR deve ser construído assim: prefiro X a Y. A força do prefixo PRE dispensa as palavras mais, antes, muito mais, muito. Portanto, Prefiro salgados a doces. Preferimos isso àquilo. Preferimos trabalhar a estudar. Preferimos obedecer a perder o emprego. Prefiro Matemática a Física. Prefiro a Matemática à Física. Os bravos preferem morrer a viver covardemente. Na guerra, alguns preferem fugir a dar a vida e o sangue pela pátria.
  
399. Somos espectadores de uma nova era de paz e harmonia. Os expectadores não perceberam o início do incêndio no palco. Os expectadores ficaram irritados diante de tamanha crueldade dos toureiros.
ESPECTADOR = aquele que vê qualquer ato; testemunha; aquele que assiste a qualquer espetáculo. EXPECTADOR = aquele que tem expectativa, que está na expectativa, na espera. Portanto, Somos expectadores de uma nova era de paz e harmonia. Os espectadores não perceberam o início do incêndio no palco. Os espectadores ficaram irritados diante de tamanha crueldade dos toureiros.

400. Não me refiro a si. Quero falar consigo. Comprei um lindo álbum de fotografias para si. Tenho muita piedade de si. Contra si levantaram-se muitas vozes dissidentes. Pedro e Paulo discutiam a questão entre eles. Eu vou consigo.
Os pronomes SI, usado depois de preposição, e CONSIGO só poderão ser usados em frases reflexivas. Devemos, pois, substituir o SI e CONSIGO por ti, você, contigo, com você. Portanto, Não me refiro a ti (a você). Quero falar contigo (com você). Comprei um lindo álbum de fotografias para ti (para você). Tenho muita piedade de ti (de você). Contra ti (contra você) levantaram-se muitas vozes dissidentes. Pedro e Paulo discutiam a questão entre si. Eu vou contigo (com você).