segunda-feira, 28 de março de 2011

PORTUGUÊS AO ALCANCE DE TODOS – 1º MÓDULO

Seja bem-vindo ao Curso de Língua Portuguesa (Primeiro módulo) on line. Procuramos uma maneira mais interessante de você estudar sozinho, sem depender muito de um professor. Escrevemos, em itálico, frases muito comuns, mas que contêm algum erro. Logo abaixo, tentamos uma explicação teórica simplificada, reescrevendo, em seguida, as frases corretamente. Estude cada dia um pouquinho! Bom trabalho! Mãos à obra! Semanalmente, vamos postar cinqüenta situações-problemas envolvendo a Língua Portuguesa

1. A agressão ao árbitro implicou na suspensão ao jogador por um ano. Isso implica em demissão de todos os grevistas. A cola implica na suspensão dos alunos. O despreparo dos jogadores implicou na derrota.
Há regências diferentes do verbo IMPLICAR dependendo de seu significado. Assim, no sentido de produzir efeito, produzir como conseqüência, sua regência é ZERO, isto é, não exige nenhuma preposição (transitivo direto); no sentido de antipatizar, ter impli-cância exige a preposição COM. Observe as frases corretas: o professor implicou comigo e fui reprovado; isso implica demissão do funcionário. Tudo implica uma reação. Os professores implicam com os alunos rebeldes.
Portanto, A agressão ao árbitro implicou suspensão ao jogador por um ano. Isso implica demissão de todos os grevistas. A cola implica suspensão dos alunos. O despreparo dos jogadores implicou a derrota.

2. A carreira que visamos é muito concorrida. Todos os funcionários visam o aumento de salários. Visávamos, com a CPI, a cassação dos deputados corrup-tos. Nós todos visamos o sucesso, a fama e a riqueza.
Há regências diferentes do verbo VISAR, dependendo de seu significado. Assim, no sentido de ambicionar, desejar, querer, al-mejar exige a preposição A (transitivo indireto) ; no sentido de mirar, fazer pontaria, apontar para, pôr visto em, assinar, sua regência é ZERO, isto é, não exige nenhu-ma preposição (transitivo direto). Observe as frases corretas: visamos Ao progresso do Brasil; os políticos visam Aos próprios interesses; visou-se a altos salários; visei o passarinho; visou o passaporte; o professor visou as provas; visaram-se os documentos.
Portanto, A carreira a que visamos é muito concorrida. Todos os funcioná-rios visam ao aumento de salários. Visávamos, com a CPI, à cassação dos deputados corruptos. Nós todos visamos ao sucesso, à fama e à riqueza.

3. A casa que me referi ontem foi tombada pelo Patrimônio Histórico. Ele re-feria ao passado. O livro que o professor se referiu ontem na aula estava da lista do Index Probi. Não conheço a pessoa que te referes.
A regência – exigência ou não de preposição no termo regido – do verbo REFERIR-SE é com a preposição A. Será sempre pronominal, não levando em conta se se refere à coisa ou à pessoa. A preposição A poderá apresentar-se combinada ou contraída: AO – AOS – À – ÀS. Alguns ainda usam o verbo referir no sentido de aludir, falar, dizer respeito. Nesse sentido é transitivo direto e indireto com a preposição. Observe frases corretas: O professor referiu o fato aos alunos. O professor se referia a museus e bibliotecas; o professor se referia à literatura portuguesa; os filhos se referiam às mães; os filhos se referiram aos pais.
Portanto, A casa a que me referi ontem foi tombada pelo Patrimônio Histórico. Ele se referia ao passado. O livro a que o professor se referiu ontem na aula estava da lista do Index Probi. Não conheço a pessoa a que te referes.

4. A chuva de granito causou grandes prejuízos à lavoura. No verão, são co-muns chuvas de granito. O piso da casa foi feito com granizos de várias cores e formatos.
Granito significa pequeno grão; rocha primitiva granular, muito dura, de coloração variada e composta de feldspato, mica e quartzo. Granizo significa chuva congelada que cai em grãos.
Portanto, deve-se trocar a palavra granito por granizo. A chuva de granizo causou grandes prejuízos à lavoura. No verão, são comuns chuvas de granizo. O piso da casa foi feito com granitos de várias cores e formatos.

5. A fazenda que chegou não era a que estava no GPS. A conclusão que che-gamos foi considerada absurda pelos diretores. Não chegaremos na ressur-reição, sem passarmos pela morte.
Podem-se usar duas preposições com o verbo CHEGAR: chegar A trazendo o sentido de dirigir-se a; dirigir-se para um destino; e chegar DE no sentido de originar; vir de; ou ainda o meio usado para a chegada. Nunca se deve usar a preposição EM (no – nos – na – nas). Estão erradas as seguintes frases: Cheguei em casa às duas da madrugada. Chegamos no céu. Cabral chegou no Brasil, em 1500; chegamos em casa à meia-noite; chegou na fazenda antes de o sol nascer. Estão corretas as seguintes frases: Cheguei a casa às duas da madrugada. Chegamos ao céu. Cabral chegou ao Brasil, em 1500; chegamos à fazenda; chegamos à casa paterna.
Portanto, A fazenda a que chegou não era a que estava no GPS. A conclusão a que chegamos foi considerada absurda pelos diretores. Não chegaremos à ressurreição, sem passarmos pela morte.

6. A cozinheira distraída esqueceu o arroz no fogo. A cozinheira distraída se esqueceu do arroz no fogo. Os mineiros, sem experiência de praia, ficaram expostos o dia inteiro no fogo do sol.
Quando está bem explícita a idéia de sob a ação de algum agente físico-natural (chuva, vento, sereno, neve, sol, lua, fogo, água...) é usada a preposição A (ao – aos – à – às), constituindo-se quase uma expressão: ao fogo, à chuva, ao sereno, à sombra, ao sol...
Portanto, A cozinheira distraída esquece o arroz ao fogo. A cozinheira distraída se esqueceu do arroz ao fogo. Os mineiros, sem experiência de praia, ficaram expostos o dia inteiro ao fogo do sol.

7. A criança, em vez de chorar, ria. Em vez de entrarmos, saímos apressada-mente. Em vez de frear, acelerou o automóvel. Ao invés de estudar, o menino ficava solto e livre nas ruas.
Há duas expressões muito parecidas no linguajar cotidiano: em vez de e ao invés de. A diferença entre essas expressões prepositivas é até bem sutil. Aconselha-se usar a primeira expressão, quando há uma simples intenção de substituir um termo por outro. Assim: em vez de estudar, brincava; em vez de dormir, dançava. Observe que estudar e brincar, dormir e dançar não são idéias opostas, ou que criam uma idéia de contrariedade, ou adversidade. A expressão ao invés de traz, sim, a idéia de oposição, de contrários, de antônimos. Assim: ao invés de subir, des-cia; ao invés de desesperar, criava esperança; ao invés de entristecer-se, alegrava-se.
Portanto, A criança, ao invés de chorar, ria. Ao invés de entrarmos, saímos apressadamente. Ao invés de frear, acelerou o automóvel. Em vez de estudar, o menino ficava solto e livre nas ruas.

8. Importa-me com você. A decisão do Governo importará em sacrifícios de toda a população. O incêndio importa em milhões de dólares. Isso importa no descaso das autoridades.
O verbo importar no sentido de acarretar, implicar, trazer com consequência não é usado com a preposição EM (no – na- nos – nas), pois é transitivo direto, portanto sem preposição. Assim: a decisão do governo importará sacrifícios... importa milhões de dólares... isso importa o descaso. Nesse sentido, é até bem pouco usado. Bem mais usado é o verbo importar no sentido de ter importância, dar importância, ser importante. Nesse sentido, poderá ser pronominal com a preposição COM. Poderá ser usado também como unipessoal, transformando o objeto em sujeito. Assim: eu importo com você > eu me importo com você; e ainda, importa-me você; não importo com a opinião dos outros > não me importo com a opinião dos ou-tros; não me importa a opinião dos outros; importa-me a rosa (sujeito rosa = singular); importam-me as rosas (sujeito: rosas = plural).
Portanto, Importa-me você > eu me importo com você > importo-me com você. A decisão do Governo importará sacrifícios de toda a população. O incêndio importa milhões de dólares. Isso importa descaso das autoridades.

9. A diabete do velho foi a causa de sua morte. A diabetes do velho foi a causa de sua morte. O diabete do velho foi a causa de sua morte. O diabetes do velho foi a causa de sua morte.
Alguns dicionários admitem a forma masculina no singular ou plural aparentes e a feminina no plural aparente. Assim: o diabete, o diabetes, a diabetes. Não se encontra o registro na norma culta a diabete. Portanto, deve ser evitada a forma: A diabete do velho foi a causa de sua morte. A forma mais aconselhável é O DIABETES – plural aparente.
Portanto, O diabete do velho foi a causa de sua morte. O diabetes do velho foi a causa de sua morte. A diabetes do velho foi a causa de sua morte.

10. A doença encontrava-se em estágio muito avançado. Nosso amigo passava por vários estágios: ora de euforia, ora de angústia profunda. O estágio por que passa o país é de muita alegria. A política econômica brasileira passou por vários estágios.
Duas palavras: ESTÁGIO e ESTÁDIO, muitas vezes, no uso cotidiano, são trocadas uma por outra. São parônimas – sons e letras parecidos – com significado totalmente diferente. Vejamos: ESTÁDIO: momento (advindo do verbo estar), fase, época, ocasião, instante, momento; campo de práticas esportivas. ESTÁGIO: preparação de uma atividade profissional.
Portanto, A doença encontrava-se em estádio muito avançado. Nosso amigo passava por vários estádios: ora de euforia, ora de angústia profunda. O estádio por que passa o país é de muita alegria. A política econômica brasileira passou por vários estádios.

11. A estada do navio no porto foi de três dias. Não se preocupe com a mi-nha estadia em sua cidade. Sua estadia aqui foi bem proveitosa. Durante a estadia em Natal, só comíamos peixe.
Tem-se aqui um caso de palavras parônimas – sons e letras parecidos, mas com significados diferentes. ESTADA significa o ato de estar, de ficar, de permanecer, referindo-se sempre a pessoas e animais. ESTADIA traz o sentido de estacionamento, tempo de estacionamento, referindo-se a coisas: aviões, carros, navios, helicópteros...
Portanto, A estadia do navio no porto foi de três dias. Não se preocupe com a minha estada em sua cidade. Sua estada aqui foi bem proveitosa. Durante a estada em Natal, só comíamos peixe.

12. A fazenda que moramos fica perto da cidade. A cidade que você mora foi considerada “patrimônio cultural da humanidade”. Moro à Rua Artur Machado. Se você morasse na Avenida Central, facilitaria o nosso encontro.
O verbo MORAR exige sempre a preposição EM (no – na – nos – nas). Não raramente vemos frases assim: resido, moro à Praça; residente à Rua; melhor seria resido, moro na Praça, residente na Rua. O pronome relativo que poderá ser substituído por o qual – a qual – os quais - as quais, quando a preposição tiver apenas uma sílaba. Sem que = sem o qual, sem a qual, sem os quais, sem as quais; contra que = não existe e deverá ser substituído por contra o qual, contra a qual, contra os quais, contra as quais, porque a preposição contra tem mais de uma sílaba.
Portanto, A fazenda em que moramos fica perto da cidade. Nesse caso, poderemos também usar ONDE. A fazenda onde moramos fica perto da cidade. A cidade em que (na qual você mora) (onde você mora) você mora foi considerada “patrimônio cultural da humanidade”. Moro na Rua Artur Machado. Se você morasse à Avenida Central, facilitaria o nosso encontro.

13. A gasolina está alta. O preço deste automóvel está muito caro. Vendeu alta a derrota. A arrogância acabou lhe saindo alto. Não vou comprar seu apartamento, porque o preço está muito caro.
Somente o preço poderá ser alto ou baixo, elevado ou reduzido. O objeto, as coisas são caro (a – os –as) ou barato (a – os – as). A palavra caro poderá, muitas vezes, ser usada como advérbio, ficando invariável. É comum frase assim: o vendedor me pediu muito alto pelo automóvel. O automóvel nunca será baixo ou alto, mas o preço do automóvel será caro ou barato.
Portanto, A gasolina está cara. O preço deste automóvel está muito alto. Vendeu caro a derrota. A arrogância acabou lhe saindo caro. Não vou comprar seu apartamento, porque o preço está muito alto.

14. A guerra americano-espanhola foi vencida pelos Estados Unidos. Itaipu é um empreendimento paraguaio-brasileiro. Era uma amizade helveto-anglo-francesa. Houve um acordo brasileiro-paraguaio.
A construção de frases com adjetivos pátrios compostos pode trazer uma certa dificuldade. Primeiramente, porque se usa o adjetivo formado pela palavra mais antiga. Assim, deve trazer o primeiro adjetivo contraído. O último elemento é variável e não se contrai. Brinquemos um pouco com isso: SUÍÇA (helveto = três sílabas) + INGLATERRA (anglo = duas silabas) + FRANÇA (franco = duas sílabas ou galo = duas sílabas). Os estudiosos da gramática aconselham que se inicie o adjetivo composto com o que tenha menos silabas. Número igual de sílabas, segue a ordem alfabética. As frases ficariam corretas assim: A guerra hispano-americana foi vencida pelos Estados Unidos. Itaipu é um empreendimento brasilo-paraguaio. Era uma amizade anglo-franco-suíça. O primeiro elemento de um adjetivo pátrio composto deverá vir contraído. Assim não se usa acordo brasileiro-paraguaio, e sim, acordo brasilo-paraguaio. Pensando patrioticamente acredito que é melhor aparecer a palavra brasileiro do que brasilo. Que acha?

15. A história do jogo, realizado no Estágio Uberabão, deve ser dividida em dois estágios. Neste estágio da vida não é bom você decidir nada assim tão sério. Em que estágio está sua pesquisa?
Muitos não levam a sério os sentidos das palavras, principalmente das parônimas. Pois é, existem duas palavras diferentes: ESTÁGIO: preparação profissional e ESTÁDIO = lugar onde se praticam esportes, fazem-se shows, momento, fase, período.
Portanto, A história do jogo, realizado no Estádio Uberabão, deve ser dividida em dois estádios. Neste estádio da vida não é bom você decidir nada assim tão sério. Em que estádio está sua pesquisa?

16. A janta já está na mesa. Ei! pessoal, chegou a janta. A janta estava muito gostosa. Ninguém faz uma janta como a mãe da gente! Come no almoço o que era para a janta.
A palavra janta – substantivo feminino – é muito usada na linguagem popular. A norma culta, ou a língua-padrão aconselha usarmos a palavra JANTAR – substantivo masculino.
Portanto, O jantar já está na mesa. Ei! pessoal, chegou o jantar. O jantar estava muito gostoso. Ninguém faz um jantar como a mãe da gente! Come no almoço o que era para o jantar.

17. Não tenho interesse em você. Os namorados, hoje, dizem as mulheres, só têm interesse no sexo. Os jovens não manifestam interesse sobre o futuro do país. Não tenho interesse na política.
A palavra interesse, normalmente, exige a preposição POR (pelo – pela – pelos – pelas). Temos interesse pela política, pelo bem das pessoas, pelas políticas públicas, pelos animais. Quando usado no sentido de utilidade, usamos a preposição PARA. Isso tem interesse para os brasileiros. Caso a palavra interesse venha antes de um verbo, usamos a preposição EM. Temos interesse em ajudar os pobres, temos interesse em amá-los. Não tenho interesse em fazer política partidária. Não tenho interesse por você. Os namorados, hoje, dizem as mulheres, só têm interesse pelo (por) sexo. Os jovens não manifestam interesse pelo futuro do país. Não tenho interesse pela política.

18. A leitura dos Lusíadas deveria ser leitura obrigatória para os professores de Português. O pagamento de impostos é obrigado para todos. Não era obrigatória a presença dos pais naquela reunião pedagógica.
As palavras obrigatório e obrigado exigem a preposição A (ao – aos – à – às). De + os = dos, uma contração, não pode ser usada quando o artigo pertencer ao substantivo próprio. Portanto, A leitura de Os Lusíadas deveria ser leitura obrigatória aos professores de Português. O pagamento de impostos é obrigado a todos. Não era obrigatória a presença dos pais à-quela reunião pedagógica.

19. A mãe deitou o filho no berço. Eu gosto de deitar ao chão. Nessas noites quentes deito-me ao chão e deito meus filhos nas redes, colocadas debaixo de árvores.
Quando a ação de deitar é exercida por uma outra pessoa, usamos a preposição A (ao aos – à- às), mas quando a ação de deitar é exercida pela mesma pessoa, usamos a preposição EM (no – na – nos – anãs) Assim: Deitei-me nas areias quentes das praias do Nordeste, deitei o corpo do náufrago às areias quentes do Nordeste.
Portanto, A mãe deitou o filho ao berço. Eu gosto de deitar no chão. Nessas noites quentes deito-me no chão e deito meus filhos às redes, colocadas debaixo de árvores.

20. A magazine foi inaugurada no final do ano. Ontem estive na magazine comprando um televisor. Geladeiras, fabricadas na Groenlândia, estão à venda nas grandes magazines da cidade.
A palavra MAGAZINE é um substantivo masculino. Usamos, às vezes, o feminino porque imaginamos ser do mesmo gênero de loja.
Portanto, O magazine foi inaugurado no final do ano. Ontem estive no magazine comprando um televisor. Geladeiras, fabricadas na Groenlândia, estão à venda nos grandes magazines da cidade.

21. A mãe é afável aos filhos. Sou afável a todos que conheço. Surpreendeu-me a sua afabilidade aos filhos e a seus avós. Pais afáveis aos filhos são os verdadeiros educadores.
Algumas palavras, mesmo sem serem verbos, exigem o uso de preposição – é o que chamamos de regência nominal. A palavra afável, assim como afabilidade, exigem a preposição COM ou PARA COM.
Portanto, A mãe é afável com os filhos. Sou afável com todos que conheço. A mãe é afável para com os filhos. Sou afável para com todos que conheço. Surpreendeu-me a sua afabilidade com os filhos e com seus avós. Pais afáveis com os filhos são os verdadeiros educadores. Surpreendeu-me a sua afabilidade para com os filhos e para com seus avós. Pais afáveis para com os filhos são os verda-deiros educadores.

22. A maior parte da orbe terrestre compõe-se de água. As ações do homem estão destruindo a orbe terrestre. A orbe pode ser ainda a superfície circunscrita pela órbita de um corpo celeste.
Novamente, temos aqui uma questão de gênero. A palavra ORBE é um substantivo masculino. A palavra TERRA, sim, é um substantivo feminino. Orbe não é sinônimo de terra. Se olharmos as frases, veremos a expressão orbe terrestre, porque orbe pode significar qualquer corpo celeste. Então, para definirmos a terra, usamos orbe terrestre.
Portanto, A maior parte do orbe terrestre compõe-se de água. As ações do homem estão destruindo o orbe terrestre. O orbe pode ser ainda a superfície circunscrita pela órbita de um corpo celeste.

23. Temos afeição aos nossos amigos. Tenho afeto aos meus amigos. Não ti-nha afeto a ninguém a não ser aos seus familiares. Se tivesse mais afeição aos vizinhos, eles teriam vigiado sua casa.
As palavras AFEIÇÃO e AFETO exigem o uso da preposição PARA COM, nunca A (ao – aos – à – às). Assim, Temos afeição para com nossos amigos. Tenho afeto para com meus amigos. Não tinha afeto para com ninguém a não ser para com os seus familiares. Se tivesse mais afeição para com os vizinhos, eles teriam vigiado sua casa.

24. A menos que não cessem as hostilidades, faremos o acordo. A menos que não estudem, serão aprovados. A menos que vocês não usem armas, os ladrões sempre atiram.
A expressão A MENOS QUE é negativa. Caso repitamos a ideia negativa com a palavra NÃO, estaremos fazendo uma redundância, um pleonasmo desnecessário. A expressão a menos que tem o mesmo sentido de A NÃO SER QUE, CASO.
Portanto, A menos que cessem as hostilidades, faremos o acordo = A não ser que cessem as hostilidades, faremos o acordo = Caso cessem as hostilidades, faremos o acordo. A menos que estudem, serão aprovados = a não ser que estudem, serão aprovados = caso estudem, serão aprovados. A menos que vocês usem armas, os ladrões sempre atiram = a não ser que usem armas, os ladrões sempre atiram = caso usem armas, os ladrões sempre atiram.

25. O seu afeto aos filhos é invejável. Tinha muito afeto aos pobres. Sou feliz, porque você tem muita afeição a mim. Seu afeto a mim me deixa sem palavras. A professora tinha muita afeição às crianças.
As palavras AFEIÇÃO e AFETO exigem o uso da preposição PARA COM, nunca A (ao – aos – à – às). Assim, O seu afeto para com os filhos é invejável. Tinha muito afeto para com os pobres. Sou feliz, porque você tem muita afeição para comigo. Seu afeto para comigo me deixa sem palavras. A professora tinha muita afeição para com as crianças.

26. A mãe chorou, ao ponto de chegar ao desmaio. O estudante trabalhava tanto, ao ponto de não ter tempo para estudar. O diretor era tão bravo, ao ponto de agredir a todos com gritos e palavras.
A ponto de é uma expressão, ou locução, com valor de conjunção consecutiva, seguida de um verbo no infinitivo. Não existe a expressão ao ponto de. A frase poderia ser construída com a conjunção que, assim: a mãe chorou, que chegou ao desmaio = a mãe chorou, a ponto de chegar ao desmaio. Não existe ao ponto de.
Portanto, A mãe chorou, a ponto de chegar ao desmaio. O estudante trabalhava tanto, a ponto de não ter tempo para estudar. O diretor era tão bravo, a ponto de agredir a todos com gritos e palavras.

27. Fomos a Barretos durante a Festa do Pião. As crianças no século XX gos-tavam de brincar com peões. Fosse um pião, saberia com laçar o boi fujão. Você não pode fazer esse movimento com o pião.
PEÃO = soldado de infantaria; peça de jogo de xadrez; trabalhador rural, servente de obra na construção civil, boiadeiro. PIÃO = um brinquedo piriforme com uma ponta de ferro; um eixo em torno do qual gira um dispositivo.
Portanto, as palavras estão trocadas: Fomos a Barretos durante a Festa do Peão. As crianças no século XX gostavam de brincar com piões. Fosse um peão, saberia com laçar o boi fujão. Você não pode fazer esse movimento com o peão.

28. Devemos ter sempre amabilidade aos seres humanos. Devemos ser amáveis às crianças e aos idosos. Dr. José Humberto é muito amável a seus clientes.
As palavras amabilidade e amável exigem as preposições COM ou PARA COM. É bom a gente se lembrar de que há poucas chances de contestar os casos de regência.
Portanto, Devemos ter sempre amabilidade com os seres humanos. Devemos ser amáveis com as crianças e com os idosos. Devemos ter sempre amabilidade para com os seres humanos. Devemos ser amáveis para com as crianças e para com os idosos. Dr. José Humberto é muito amável para com seus clientes. Dr. José Humberto é muito amável com seus clientes.

29. Devemos ser fiéis ao companheiro. É bom que tenhamos fidelidade, ou se-jamos fiéis a nós mesmos. Meu companheiro é um ativista fiel às causas partidárias. Tenha fidelidade à esposa.
Esse é mais um caso de regência nominal. A palavra FIEL exige a locução prepositiva PARA COM; já com a palavra FIDELIDADE poderá aparecer COM ou PARA COM.
Portanto, Devemos ser fiéis para com o companheiro. É bom que tenhamos fidelidade, ou sejamos fiéis para com nós mesmos. Meu companheiro é um ativista fiel para as causas partidárias. Tenha fidelidade com (para com) a esposa.

30. A anos que não vou a São Paulo. Há dez anos atrás que não vou a São Paulo. Daqui há dez anos haverá uma grande catástrofe no mundo. Eu nasci a dez mil anos atrás...
A expressão a anos poderá ser usada quando se faz referência ao presente e/ou ao futuro. A expressão há anos sempre faz referência ao passado, portanto será uma redundância se usar a palavra atrás. Com essa expressão, a palavra atrás é redundante e deverá ser evitada.
Portanto, Há anos que não vou a São Paulo. Há dez anos que não vou a São Paulo. Daqui a dez anos haverá uma grande catástrofe no mundo. Eu nasci há dez mil anos...

31. A modelo não almoçou e nem jantou hoje. Os rapazes não estudam e nem trabalham. Não decide e nem sai da moita. O marido disse: “Não quero o seu perdão e nem sua piedade!”
NEM = E NÃO. Vale dizer, usa-se um ou outra expressão. Situação semelhante com a palavra ETC. Não tem sentido usar E ETC, porque estaríamos repetindo o E. ETC = E OUTRAS COISAS. Assim: Comprei livros, cadernos, etc.
Portanto, A modelo não almoçou, nem jantou hoje. Os rapazes não estudam, nem trabalham. Não decide, nem sai da moita. “Não quero o seu perdão, nem sua piedade!”

32. Durante a sessão plenária, o Presidente da Câmara não concedia à par-tes. O deputado nunca concedia a parte. Você terá aparte de que tem direito na separação. Muitos parlamentares não admitem a partes, porque têm o discurso decorado; se interrompido, perdem-se completamente.
Existem três situações diferentes: A PARTE = artigo mais substantivo com o sentido de divisão, cota, quinhão; À PARTE = locução adverbial com o sentido de ao lado de, particularmente, separadamente; APARTE = substantivo com o significado de interrupção que se faz, no meio de um discurso, por exemplo.
Portanto, Durante a sessão plenária, o Presidente da Câmara não concedia apartes. O deputado nunca concedia aparte. Você terá a parte de que tem direito na separação. Muitos parlamentares não admitem apartes, porque têm o discurso decorado; se interrompido, perdem-se completamente.

33. Como ele é amável à noiva! Tinha amabilidade aos alunos. Sejamos amá-veis aos nossos pais. Tinha mais amabilidade aos estranhos do que aos familiares. O médico era paciente e amável aos clientes.
As palavras AMÁVEL e AMABILIDADE exigem as preposições COM e PARA COM.
Portanto, Como ele é amável com a noiva! Tinha amabilidade com os alunos. Sejamos amáveis com os nossos pais. Como ele é amável para com noiva! Tinha amabilidade para com os alunos. Sejamos amáveis para com os nossos pais. Tinha mais amabilidade com os estranhos do que com os familiares. O médico era paciente e amável com os clientes. Tinha mais amabilidade para com os estranhos do que para com os familiares. O médico era paciente e amável para com os clientes.

34. Não leve muito a sério meu tio, porque ele não é abstêmico. Quem faz abstinência de bebidas alcoólicas é abstêmico. Foi um ébrio – tipo Vicente Celestino – hoje, é abstêmico.
Não existe a palavra abstêmico. Existe abstêmio quer significa aquele que não bebe vinho, pinga, cachaça, álcool.
Portanto, Não leve muito a sério meu tio, porque ele não é abstêmio. Quem faz abstinência de bebidas alcoólicas é abstêmio. Foi um ébrio – tipo Vicente Celestino – hoje, é abstêmio.

35. A mordida da abelha causou-me dor horrível. A mordida do mosquito da dengue poderá ser fatal. Eram briguentos: não podiam se ver que se davam picadas, como Tyson.
Insetos não mordem; eles picam. A ação de morder exige que o animal tenha dentes. Insetos não têm dentes.
Portanto, A picada da abelha causou-me dor horrível. A picada do mosquito da dengue poderá ser fatal. Eram briguentos: não podiam se ver que se davam mordidas, como Tyson.

36. Ele tinha aceito o convite para ser o nosso paraninfo. O convite para ser paraninfo da turma foi aceitado por mim. Você não deveria ter aceito o convite para paraninfo.
O verbo aceitar é abundante porque tem dois particípios: um regular, terminado em DO e outro irregular sem essa terminação. O irregular é também muito usado como adjetivo, concordando com a palavra a que se refere. O particípio regular é usado com os verbos auxiliares TER e HAVER, e o irregular com os verbos SER, ESTAR, FICAR...
Portanto, Ele tinha aceitado o convite para ser o nosso paraninfo. O convite para ser paraninfo da turma foi aceito por mim. Você não deveria ter aceitado o convite para paraninfo.

37. Eu intervi na discussão dos alunos. A polícia interviu na briga dos torcedores. Se a polícia não intervisse o problema ia ser maior ainda. Os policiais só interviram na briga, porque um já estava matando o outro.
O verbo INTERVIR, assim como advir, avir-se, convir, desavir-se, provir, sobrevir, conjugam-se como derivados do verbo VIR, isto é, conjuga-se o verbo vir e acrescente-se-lhe o prefixo. Eu venho = eu intervenho; se vier = se intervier; ele veio = ele interveio.
Portanto, Eu intervim na discussão dos alunos. A polícia interveio na briga dos torcedores. Se a polícia não interviesse o problema ia ser maior ainda. Os policiais só intervieram na briga, porque um já estava matando o outro.

38. Agradecemos aos pais pelo esforço em nos manter estudando. Agradeci a Deus pelos favores a mim concedidos. Agradeceu ao patrão pelo favor. Agra-decemos todos os dias aos pais por tu-do que nos fizeram.
Esse é um erro muito comum principalmen-te nos convites de formatura, em que apa-recem os agradecimentos. O verbo AGRADECER é transitivo direto (coisa) e indireto (pessoa).
Portanto, Agradecemos aos pais o esforço em nos manter estudando. Agradeci a Deus os favores a mim concedidos. Agradeceu ao patrão o favor. Agradecemos todos os dias aos pais tudo que nos fizeram.

39. Fiquei pasmo diante da cena de violência. Estou pasma de ver você assim tão bonita. Isso me deixou pasmo. Isso me trouxe um pasmado. Fiquei pasmo ao verificar como meu amigo tinha enriquecido, exercendo o mandato de deputado.
O substantivo é PASMO (grande admira-ção; espanto, assombro; contemplação); adjetivo é PASMADO. Se verbo (primeira pessoa do singular do presente do indicativo) que significa causar pasmo a; ficar suspenso, pasmado ou assombrado; desfalecer, desmaiar, a forma será EU (ME) PASMO. No caso em questão foi usado o adjetivo.
Portanto, Fiquei pasmado diante da cena de violência. Estou pasmada de ver você assim tão bonita. Isso me deixou pasmado. Isso me trouxe um pasmo. Fiquei pasmado ao verificar como meu amigo tinha enriquecido, exercendo o mandato de deputado.

40. Pai que não é amoroso aos filhos não poderá ser amoroso a ninguém, nem aos empregados. Seja mais amoroso a sua esposa e a seus filhos. Era amoroso aos filhos e odiava a ex-esposa.
A regência de AMOROSO é a preposição COM e PARA COM.
Portanto, Pai que não é amoroso com os filhos não poderá ser amoroso com ninguém, nem com os empregados. Pai que não é amoroso para com os filhos não poderá ser amoroso para com ninguém, nem para com os empregados. Seja mais amoroso com a sua esposa e com os seus filhos. Era amoroso com os filhos e odiava a ex-esposa. Seja mais amoroso para com a sua esposa e para com os seus filhos. Era amoroso para com os filhos e odiava a ex-esposa.

41. A ordem que me insurgi contraria os bons princípios da ética. A violência que insurjo tem de ser contida pelas autoridades. O governo que os egípcios insurgiram era ilegítimo, imoral e corrupto.
O verbo INSURGIR exige a preposição CONTRA. Nessa frase, não pode ser usado o pronome relativo QUE porque a palavra contra tem mais de uma sílaba. O pronome relativo que só poderá ser usado quando a preposição tiver apenas uma sílaba e pode-rá também ser substituído por O QUAL – AQ QUAL – OS QUAIS – AS QUAIS. Assim: sem que (sem o qual...), de que (do qual...) , com que (com o qual...), a que (ao qual...), por que (pelo qual...). Assim: sobre o qual (nunca: sobre que), ante o qual (nunca ante que), após o qual (nunca após que), diante do qual (nunca diante que), sobre o qual (nunca sobre que)...
Portanto, A ordem contra a qual me insurgi contraria os bons princípios da ética. A violência contra a qual me insurjo tem de ser contida pelas autoridades. O governo contra o qual os egípcios insurgiram era ilegítimo, imoral e corrupto.

42. Tenho muito apreço aos humildes. Devemos ter mais apreço a todos os seres vivos, afinal somos todos irmãos. Parece-me que você não tem apreço à vida. Cuide-se!
A palavra APREÇO exige o uso da preposição PARA COM.
Portanto, Tenho muito apreço para com os humildes. Deve-mos ter mais apreço para com todos os seres vivos, afinal somos todos irmãos. Parece-me que você não tem apreço para com a vida. Cuide-se!

43. A perca dos pontos foi contestada pelo Internacional. A invasão de campo pelos torcedores foi julgada e foi punida com a perca de todos os pontos do Flamengo. Muita chuva produziu muitas percas. A perca dos pontos foi provocada pela invasão de campo por torcedores. Com a perca da memória, não reconhecia nem a seus filhos e netos.
PERDA é o substantivo; PERCA é a forma verbal do presente do subjuntivo do verbo perder. Assim: que não se perca o prazo da entrega dos trabalhos escritos; houve perdas econômicas com a crise internacional.
Portanto, A perda dos pontos foi contestada pelo Internacional. A invasão de campo pelos torcedores foi julgada e foi punida com a perda de todos os pontos do Flamengo. Muita chuva produziu muitas perdas. A perda dos pontos foi provocada pela invasão de campo por torcedores. Com a perda da memória, não reconhecia nem a seus filhos e netos.

44. Bom professor tem atenção aos alunos. É preciso ficarmos atenciosos aos apelos de paz. Seremos sempre atenciosos às transformações sociais. Pediu atenção ao que tinha para dizer. É atencioso aos idosos.
As palavras ATENÇÃO e ATENCIOSO exigem a preposição PARA e PARA COM.
Assim, Bom professor tem atenção com os alunos. É preciso ficarmos atenciosos com os apelos de paz. Bom professor tem atenção para com os alunos. É preciso ficarmos atenciosos para com os apelos de paz. Seremos sempre atenciosos com as transformações sociais. Seremos sempre atenciosos para com as transformações sociais. Pediu atenção para o que tinha para dizer. É atencioso para os idosos. Pediu atenção para com o que tinha para dizer. É atencioso para com os idosos.

45. Muitos participaram, participam e participarão de um bacanal. A polícia compareceu ao local para acabar com o bacanal. Já houve muitos bacanais na história da humanidade.
A palavra BACANAL é um substantivo feminino que significa uma festa em honra, em homenagem ao deus Baco; orgia.
Portanto, Muitos participaram, participam e participarão de uma bacanal. A polícia compareceu ao local para acabar com a bacanal. Já houve muitas bacanais na história da humanidade.

46. É preciso dar uma mão de tinta na parede. Dei duas mãos de verniz nas janelas e nas portas. Segure o volante com as duas demãos. Melhor um pássaro na demão do que dois voando.
Claro, existem as palavras MÃO(S) e DEMÃO(S) com significados totalmente diferentes. MÃO é membro do corpo, no sentido denotativo, mas que poderá ser usado também no sentido conotativo, como: recebi uma mão, uma mãozinha dos meus amigos na reconstrução de minha casa. DEMÃO é a camada de tinta, de cal, de verniz aplicada sobre uma superfície.
Portanto, É preciso dar uma demão de tinta na parede. Dei duas demãos de verniz nas janelas e nas portas. Segure o volante com as duas mãos. Melhor um pássaro na mão do que dois voando.

47. Ainda hoje requero a minha aposentadoria. Se eu requisesse minha transferência, talvez pudesse ser feliz. Muitos alunos depois da saída do pro-fessor requiseram a transferência. Ele requis a transferência, porque não suportavam mais a perseguição dos professores.
Cuidado especial com a conjugação do ver-bo REQUERER. Parece que deva ser conjugado como o verbo querer. Engano! O presente do indicativo de que derivam o pre-sente do subjuntivo, imperativo afirmativo e imperativo negativo, tem uma conjugação própria; assim: eu requeiro, requeres, requer(e), requeremos, requereis, requerem. Os outros tempos são conjugados seguindo o verbo VENDER.
Portanto, Ainda hoje requeiro a minha aposentadoria. Se eu requeresse mi-nha transferência, talvez pudesse ser feliz. Muitos alunos depois da saída do professor requereram a transferência. Ele requereu a transferência, porque não suportavam mais a perseguição dos professores.

48. As crianças se entretiam com os brinquedos eletrônicos. Ele se entretem ouvindo música clássica. Eles se entreteram com os pequenos peixes no aquário. Se entreter as crianças, já terá cumprido seu dever.
A conjugação do verbo ENTRETER-SE é absolutamente igual a do verbo TER. Observe o singular e o plural do presente do indicativo. Ele tem = ele se entretém; eles têm = eles se entretêm.
Portanto, As crianças se entretinham com os brinquedos eletrônicos. Ele se entretém ouvindo música clássica. Eles se entretiveram com os pequenos peixes no aquário. Se entretiver as crianças, já terá cumprido seu dever.

49. Seja mais benevolente aos pobres e aos desvalidos da sorte. Tínhamos benevolência aos com maiores deficiências e dificuldades. Tenha mais benevolência aos subordinados.
As palavras BENEVOLENTE e BENEVOLÊNCIA exigem a preposição PARA e PARA COM.
Portanto, Seja mais benevolente com os pobres e com os desvalidos da sorte. Tínhamos benevolência com os de maiores deficiências e dificuldades. Seja mais benevolente para com os pobres e para com os desvalidos da sorte. Tínhamos benevolência para com os de maiores deficiências e dificuldades. Tenha mais benevolência para com os subordinados. Tenha mais benevolência com os subordinados.

50. Não gosto de comer peixe que tem espinho. Todo peixe tem espinho, a menos que seja um molusco. Este departamento é o espinho dorsal da em-presa. Toda rosa tem espinhas.
Vegetal tem ESPINHO – a sua parte pontiaguda; animal, no caso peixe, tem ESPINHA – os ossos, o sustentáculo.
Portanto, Não gosto de comer peixe que tem espinha. Todo peixe tem espinha, a menos que seja um molusco. Este departamento é a espinha dorsal da empresa. Toda rosa tem espinhos.

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